Teoria da Comunicação I (2º semestre)
Três acontecimentos impulsionaram as pesquisas sobre a capacidade dos meios de comunicação coletiva de atingir e influenciar grandes audiências, foram eles: a incorporação do cinema e especialmente do rádio aos meios gráficos de comunicação coletiva que então existiam; a grande expansão e sistematização da propaganda comercial nos EUA; e o aparente bom êxito das ditaduras totalitárias no emprego das comunicações coletivas para realizar dramáticas transformações nas atitudes da sua população e até mesmo de populações estrangeiras.
O poder dos meios de comunicação residia precisamente no seu caráter “coletivo”, na capacidade de um editor do seu gabinete ou de um locutor numa só estação de rádio atingir simultaneamente milhares de eleitores ou ouvintes e influenciar-lhes as decisões e atitudes.
Os efeitos das comunicações coletivas dependem de complexa trama de influências especializadas pessoais e sociais.
Foram feitas pesquisas sobre o papel dos meios de comunicação coletiva nas decisões de votar, viu-se que sua ação era muito reduzida, pois as pessoas eram muito mais influenciadas pelo contato direto com outras pessoas - familiares, amigos, vizinhos e companheiros de trabalho. Explica-se este resultado pelas reações imediatas, ou seja, as pessoas, ao contrário dos meios coletivos, podem emitir idéias e argumentos de imediata relevância pessoal para o ouvinte. A comunicação coletiva era um pouco mais eficaz para influenciar pessoas ainda indecisas.
Assim, certas pessoas denominadas “líderes de opinião” têm especial propensão para exercer essa influência pessoal. Estas pessoas são mais interessadas por determinados assuntos (no caso as eleições) do que os cidadãos normais e, consideravelmente mais expostas ao rádio, jornais e revistas.
Como a influência pessoal tinha participação mais freqüente e eficaz que qualquer dos meios de comunicação coletiva, admitiu-se que o fluxo das comunicações seguia dois estágios: do rádio e imprensa aos líderes de opinião e destes aos membros menos ativos da população. Os líderes de opinião são intermediários dos meios de comunicação coletiva.
Os líderes de opinião revelaram-se uniformemente distribuídos por todas as classes culturais e salariais e, de maneira geral, não eram muito diferentes daqueles a quem influenciaram. Também, os líderes tinham particular propensão para se submeterem aos meios de comunicação coletiva adequados às suas esferas de influência. Além disso, os líderes, caracterizam-se por quatro aspectos: personificam interesses específicos; ocupam posições tidas como propiciatórias (posição de competência); eram indivíduos acessíveis e extrovertidos (ser acessível e sociável); e tinham acesso a informações relevantes, provenientes de fora de seu círculo imediato (manter contanto com fontes externas de informação).
Os meios de comunicação coletivas, através dos líderes de opinião, propiciam um fluxo em múltiplos estágios – dos meios de comunicação coletiva, através de vários líderes de opinião que se comunicam entre si, para os outros seguidores – e não apenas um fluxo de dois estágios.
A influência dos líderes de opinião assemelha-se à dos próprios meios de comunicação coletiva, pois as pessoas tendem a trocar idéias principalmente com quem compartilha de suas opiniões e com quem têm características similares (idades, ocupações e mesmo opiniões semelhantes).
Comunicação pessoal parece servir de intermediário na transmissão de informações e influências, dos meios de comunicação coletiva para seus derradeiros receptores. Mas outros fatores também são importantes influenciadores no recebimento das mensagens, no seu efeito, e na maneira como será usada pelo receptor, como os grupos sociais a que pertencem os receptores, o espírito de grupo, entre outros. Portanto, as relações pessoais e os meios de comunicação coletiva influenciam-se de várias maneiras; ora reforçando-se, ora modificando-se mutuamente.
O conhecimento prévio de uma audiência altera a maneira como uma informação é coligida e reformulada.
O poder dos meios de comunicação residia precisamente no seu caráter “coletivo”, na capacidade de um editor do seu gabinete ou de um locutor numa só estação de rádio atingir simultaneamente milhares de eleitores ou ouvintes e influenciar-lhes as decisões e atitudes.
Os efeitos das comunicações coletivas dependem de complexa trama de influências especializadas pessoais e sociais.
Foram feitas pesquisas sobre o papel dos meios de comunicação coletiva nas decisões de votar, viu-se que sua ação era muito reduzida, pois as pessoas eram muito mais influenciadas pelo contato direto com outras pessoas - familiares, amigos, vizinhos e companheiros de trabalho. Explica-se este resultado pelas reações imediatas, ou seja, as pessoas, ao contrário dos meios coletivos, podem emitir idéias e argumentos de imediata relevância pessoal para o ouvinte. A comunicação coletiva era um pouco mais eficaz para influenciar pessoas ainda indecisas.
Assim, certas pessoas denominadas “líderes de opinião” têm especial propensão para exercer essa influência pessoal. Estas pessoas são mais interessadas por determinados assuntos (no caso as eleições) do que os cidadãos normais e, consideravelmente mais expostas ao rádio, jornais e revistas.
Como a influência pessoal tinha participação mais freqüente e eficaz que qualquer dos meios de comunicação coletiva, admitiu-se que o fluxo das comunicações seguia dois estágios: do rádio e imprensa aos líderes de opinião e destes aos membros menos ativos da população. Os líderes de opinião são intermediários dos meios de comunicação coletiva.
Os líderes de opinião revelaram-se uniformemente distribuídos por todas as classes culturais e salariais e, de maneira geral, não eram muito diferentes daqueles a quem influenciaram. Também, os líderes tinham particular propensão para se submeterem aos meios de comunicação coletiva adequados às suas esferas de influência. Além disso, os líderes, caracterizam-se por quatro aspectos: personificam interesses específicos; ocupam posições tidas como propiciatórias (posição de competência); eram indivíduos acessíveis e extrovertidos (ser acessível e sociável); e tinham acesso a informações relevantes, provenientes de fora de seu círculo imediato (manter contanto com fontes externas de informação).
Os meios de comunicação coletivas, através dos líderes de opinião, propiciam um fluxo em múltiplos estágios – dos meios de comunicação coletiva, através de vários líderes de opinião que se comunicam entre si, para os outros seguidores – e não apenas um fluxo de dois estágios.
A influência dos líderes de opinião assemelha-se à dos próprios meios de comunicação coletiva, pois as pessoas tendem a trocar idéias principalmente com quem compartilha de suas opiniões e com quem têm características similares (idades, ocupações e mesmo opiniões semelhantes).
Comunicação pessoal parece servir de intermediário na transmissão de informações e influências, dos meios de comunicação coletiva para seus derradeiros receptores. Mas outros fatores também são importantes influenciadores no recebimento das mensagens, no seu efeito, e na maneira como será usada pelo receptor, como os grupos sociais a que pertencem os receptores, o espírito de grupo, entre outros. Portanto, as relações pessoais e os meios de comunicação coletiva influenciam-se de várias maneiras; ora reforçando-se, ora modificando-se mutuamente.
O conhecimento prévio de uma audiência altera a maneira como uma informação é coligida e reformulada.
Um comentário:
Ótimo resumo do texto!
abs
Joao Fanara
www.fanara.com.br
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