terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Internet - Resumo Comentado - Tecnologia da Comunicação (1º semestre)

A Internet é vista por muitos como instrumento de integração mundial, mesmo sendo muitas vezes determinada por assimetrias entre seus participantes quanto ao capital político, econômico e simbólico de que cada um dispõe, e tendo tornado-se o ninho da Indústria Cultural. Características essas vindas do desdobramento técnico-econômico do sistema capitalista. Outra característica deste sistema é tornar o trabalho supérfluo, substituindo o ser humano pela máquina, o trabalho variável pelo constante, esse processo chega a seus limites com a robotização e a introdução da informática no processo produtivo. Além disso, a separação entre o trabalho manual e intelectual (que é bem mais antiga que o capitalismo, porém crescente cada vez mais), alienando o trabalhador manual, -ao impedi-lo de usar todas as suas capacidades mentais e de ter uma visão completa de todo o processo de produção- e o intelectual, -que perde a capacidade de atuar diretamente sobre os meios e objetos de trabalho, atrofiando uma parte das suas potencialidades criativas.
Assim a lógica do capital extrapola o campo da produção material e invade o da cultura. A própria produção cultural adota a forma mercadoria.
A Indústria Cultural é um elemento de mediação entre as instâncias de poder e as massas. É uma das formas que os poderes políticos e econômicos encontram para resolver suas necessidades de se comunicar com a massa dos eleitores e consumidores. Porém essa Indústria Cultural, veículo da publicidade e da propaganda, mais do que reflexão crítica, do diálogo e da interatividade, cumpre funções fundamentais, tanto para o capital, quanto para o Estado. É essa esfera pública massiva que se vê ameaçada pelo desenvolvimento da TV segmentada, da TV interativa e da Internet. A Indústria Cultural re-elabora a cultura popular e a transforma em cultura de massa, a qual, por sua vez, dissolve e subordina todas as formas de cultura de classe, desde o folclore até a cultura erudita, que passam a se organizar como culturas de resistências em relação a ela.
Existem diferentes modelos gerais de organização e funcionamento das Indústrias Culturais, sendo os dois mais tradicionais e fundamentais: as indústrias de edição (livro, disco, cinema e CD-ROM, mercadoria cultural palpável), e as de onda (rádio e televisão).
O filme Max Headroom explora tendências e contradições presentes e radicaliza-as, estimulando a reflexão e a crítica sobre os acontecimentos atuais. Porém é erro primário partir das possibilidades técnicas e, exclusivamente com base nelas, prever situações futuras, ou seja, o desenvolvimento de uma tecnologia nada nos diz sobre a forma pela qual esta será implantada no futuro. A definição do uso social da nova tecnologia é condição para que se chegue a definir a forma econômica capaz de viabilizar a concretização daquilo que era apenas uma virtude técnica.
A Internet é uma tecnologia gerada através do resultado do desenvolvimento das novas tecnologias e da sua interpenetração e expansão global, criando um novo espaço de ação e socialização em âmbito mundial. Mas o aspecto mais interessante da Internet é o seu caráter potencialmente democratizador da informação e promotor de uma comunicação horizontalizada, articuladora da sociedade civil, de forma mais independente e relativamente não transparente aos poderes do Estado e do capital.
As atividades ligadas à Economia da Internet são classificadas por níveis, assim: Nível I- Provedores de Infra-estrutura, Nível II- Desenvolvimento de Aplicações, Nível III- Intermediários da Internet, Nível IV- Comércio na Internet.
No que se refere aos ISP, o sistema atual de pagamento pelo usuário encontra-se seriamente ameaçado pela expansão da Internet gratuita. A tendência entre essas empresas é a de concentração importante (dominação de mercado). A posse de uma larga base de clientela representa vantagem para esses fornecedores de acesso, pois assim atraem empresas que visam, venda dos serviços de conteúdo, financiamento publicitário ou exploração comercial dos cadastros dos clientes.
Por todos os lados, enfim, a estrutura atual dos setores da comunicação tende à concentração e, mais do que isso, à preservação de um modelo de exclusão pelos preços, em oposição completa ao modelo inclusivo do período do fordismo.

O software é a forma que o sistema encontra de enquadrar o trabalho mental, de padronizá-lo e de explorar as suas potencialidades pelo capital.
A premissa básica dos Softwares Livres é a de uma ampla liberdade de utilização de forma a beneficiar comunidades carentes e países em desenvolvimento. Os Softwares livres contribuiriam para a construção de uma infra-estrutura básica de informação e a capacitação para a utilização da informática em favor do desenvolvimento local e de políticas de inclusão digital. A luta pelo software livre é importante, desde que não se perca de vista que a prioridade é construir um sistema massivo, promotor de uma inclusão digital entendida como parte e forma da inclusão social em sentido mais amplo.
A publicidade aproxima a internet dos meios de comunicação de massa, onde esse modo de financiamento é habitual.
No segmento do comércio inter-empresarial (business to business), onde acredita-se encontra-se o futuro da Internet, os fatores chave de sucesso já não são a integração vertical e o tamanho, mas a inovação e a assistência ao cliente.

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